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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

JAN BLENCOWE




O meu irmão colocou um destes dias no seu blogue uma pintura que me encantou e decidi fazer uma pesquisa sobre a pintora, que tem um espólio magnífico de obras e prémios.Só encontrei a biografia em inglês, visto ela ser americana e pouco conhecida no nosso país. Daí ter transcrito a versão que encontrei.


Practically born with a crayon in her hand, Jan Blencowe considers visual art her first language. She has been drawing and painting for as long as she has been talking. Her formal training began in New York in high school, all the basics coupled with an unusual beginning at a young age painting in the abstract expressionist style. The fine art program at Caldwell College, Caldwell, NJ followed where she received a BFA, magna cum laude, in 1984 with concentrations in painting, color and art history. Her college years also included an internship at the Montclair Museum, Montclair, NJ.


Her most artistically significant continuing study is engaging in painting en situ, outdoors on location learning under the care, nurture and guidance of the greatest, most profound mentor, Mother Nature.

Blencowe’s creative goals include continuing the path forged by the great American landscape painters who so seamlessly merged the grand but temporal beauties of nature and the sublime spirituality present in every living thing. Her passion for connection continues to lead her into the ever evolving world of the internet and social media as a conduit for bringing together artists and art lovers all over the globe.

Ver pinturas destas faz-nos acreditar no poder encantatório da Natureza e do valor intrínseco do talento e da Arte. O site da Fine Art America é um museu que vale a pena visitar:http://fineartamerica.com/featured/river-sunset-jan-blencowe.html

sábado, 19 de dezembro de 2009

Arte: Teresa Silva Vieira - a UTOPIA em actos



O objectivo profundo do artista é dar mais do que aquilo que tem

Valéry , Paul



Ao procurar citações sobre Arte, encontrei esta que acho fica a matar quando se pensa na Teresa Silva Vieira, a fundadora com o seu marido, José, da ESCOLA UTOPIA.
Já há muito que queria fazer aqui uma homenagem à pintora, mas não tinha fotografias das telas para ilustrar o texto. Felizmente agora já possuo alguns exemplos, de modo a poder afirmar que a TSV ( não confundir com TGV, embora ela ande sempre a alta velocidade) é uma artista completa, que não vive virada para si mesma , mas para os outros, procurando incutir neles todo o seu entusiasmo pelas actividades neste domínio. Não é fácil gerir uma escola com tantos alunos, com expos a toda a hora, projectos internacionais, venda dos materiais necessários, intercâmbios. A escola Utopia pode orgulhar-se de fazer felizes muitos aspirantes a artistas e mesmo a artistas já consagrados. Os professores gostam do que fazem e isso é vital para a criação nas Artes Plásticas.

Hoje queria mostrar-vos o lado criativo da Teresa, uma artista versátil, cujo trabalho me encanta pelo calor das suas telas, pela simplicidade das mesmas e pelos vários processos e técnicas que usa. Para além da pintura, a Teresa ainda faz artesanato, vitrais, pintura em vidro, cerâmica, etc.

Eis alguns dos meus favoritos, embora aqui não estejam todos os que gosto:






quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Leonard Cohen - poeta , cantor e pintor



Foto de Martin Beek ( flickr)

Leonard Cohen é um dos meus ídolos desde sempre. As suas canções são inspiradoras, a sua voz única, a sua postura em palco inefável, o seu legado incomparávelmente vasto e inovador. Adoro - é o termo - ouvi-lo, comove-me até às lágrimas, fico extasiada perante a sua poesia, as sensações que descreve, a alegria ou a raiva que transmite. Nunca o ouvi ao vivo - é tudo em Lisboa, tudo mesmo - mas tenho DVDs de concertos, entrevistas e inúmeros planos de aula em que incluí as suas canções - Democracy, The Future, etc. Ele fazia parte do meu programa de Inglês no secundário , era tão importante quanto Margaret Thatcher ou Luther King. Ele é um ícone da música anglo-saxónica, nascido no Canadá, mas famoso e amado pelo mundo inteiro. Não quis transferir para aqui uma biografia seca tirada da Wikipédia ou outra, mas apenas prestar o meu tributo a este MAN, que tem sido "MY MAN" há muitos , muitos anos.


Oiçam, vejam e deleitem-se:



Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love

Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love

Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love




DANCE ME FOREVER, LEO!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Gustavo Dudamel - o génio da Venezuela




Artigo publicado no mês de Abril de 2009:

Aproveitando a passagem pelo nosso país da magnífica Orquestra Sinfónica Juvenil Simón Bolívar que actuou na noite do passado dia 25 de Abril no Coliseu dos Recreios, eis uma excelente oportunidade para aconselhar todos os que visitam este blogue - e apreciam música erudita – a ver ou rever o soberbo documentário da autoria de Enrique Sánchez Lansch, editado em DVD no ano transacto pela Unitel Classica e intitulado The Promise Of Music.

O autor conta-nos a impressionante e quase irreal história do nascimento e do crescimento de uma espantosa orquestra de jovens músicos num país cheio de problemas sociais como é o caso da Venezuela.

Servindo-se do relato e expondo o retrato dos próprios músicos, ficamos a saber como este projecto musical acaba por ter uma importante função social ao tirar crianças da rua, afastando-as muito cedo do mundo da pobreza, da delinquência e da violência, transformando-as em jovens músicos cheios de talento, com motivação para ensaiar e amadurecer musicalmente. Nada disto seria possível, obviamente, sem uma rigorosa política cultural - nem tudo é mau na Venezuela, como se prova com este exemplo – e, sobretudo, sem a participação activa e a direcção musical do sublime maestro Gustavo Dudamel, também ele aproveitado e trabalho ao pormenor até se tornar um dos mais expressivos e brilhantes directores de orquestra da actualidade.

Oiçam a orquestra Simon Bolivar e acreditem que é possível.



Entrevista com Dudamel ( Inglês)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Domingos Loureiro - o meu novo professor de pintura







Conforme tinha prometido, eis aqui o que consegui saber sobre o meu novo professor através da net. Alguns dos seus trabalhos vão aqui também para revelar aos leitores do meu blogue o seu talento e capacidades. Alguns dos seus trabalhos mais originais são esculpidos em madeira e pintados depois, sendo o efeito final extraordinariamente belo, como já pude constatar no atelier. Para mais pormenores, podem ir ao seu site.

http://www.domingosloureiro.com/


Domingos Loureiro
Nasceu em 1977, em Valongo.

Licenciado em Belas Artes - Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto-1996/2001
Efectuou estudos na Kunst Akademie em Karlsruhe, na Alemanha, ao abrigo do programa Erasmus -2001
Frequenta o mestrado em pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.

EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
2008 ‘Get Real’ Galeria Plumba, Porto; 2008 ‘Na Pele’ Fórum da Maia; 2008 ‘Dadas as circunstâncias’ Centro Cultural são Mamede, Guimarães; 2008 ‘Considered my self as part of you’ Volta Show, Nova Iorque; 2007 ‘em contacto’ Transfer_ arte contemporânea, Maia; 2007 ‘Diz-me por onde andas’ Galeria 24B_ Oeiras; 2006 ‘Erased’Galeria Plumba _ Porto; 2005 ‘Retrospective’ Galeria Plumba _ Porto; 2005 ‘Scratching’ Velha-a-Branca, estaleiro cultural _ Braga; 2005 ‘Digging’ Espaço Cultural Casal de S. Domingos _ Sintra; 2004 ‘Arranha Céus’ Forum Cultural de Ermesinde


Prémios: Prémio Sousa Pinto – Artvallis, 1999 e 2001; Prémio de Revelação D. Fernando II, 2003; Prémio de Pintura D. Fernando II, 2004.

Realiza trabalhos de grande dimensão, em Mdf escavado, que funcionam como “grandes matrizes de xilogravura” com “um aspecto próximo de objectos cerâmicos e de design relegando para segundo plano a imagem”, permitindo o contacto táctil do público com a obra de arte.