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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Another day...in Paradise



É o nome duma canção de Phil Collins, que nada tem a ver com a bela vida que aqui disfruto. O título é irónico...e refere-se à pobreza na América.

Hoje devem chegar os meus 4 homens, dois filhos e dois netos, à tarde. Vai ser a revolução total, pois cada um deles tem uma personalidade distinta e nem sempre se entendem, mas espero que tudo corra bem. Vai ser engraçado ter cá os meus netos sem a Mãe, pela primeira vez. Quando ela está presente, respeito todas as suas decisões e não quero de modo nenhum impor-me ou quebrar os bons hábitos, mas estando sozinha com eles, posso propor-lhes algumas passeatas e banhos de mar ao meu gosto. Não os quero é a ver TV, embora aqui tb haja cabo e Panda....mas eles não sabem e eu não lhe vou dizer.

Quero que aproveitem esta maravilha com os olhos limpos de imagens e que façam coisas que não fariam no Porto...é para isso que servem as férias...e daí ficam as recordações que nunca mais se esquecem. Já sei que vão ter outros meninos aqui ao lado para brincar, o que tb será bom.

Quanto aos filhos, já sei o que a casa gasta. O mais velho vem com o laptop e vai trabalhar, mais do que tomar banhos ( é friorento, q.b.), e o mais novo dormirá a manhã toda e lá pra tarde vai comprar o jornal, beber o café e apanhar sol no jardim. Deita-se ao raiar do sol:)))

É giro estar com a família...sobretudo com os meus tres filhos e netos.

A minha nora ficou no Porto a acabar a tese de doutoramente, que é urgente. Espero que tudo lhe esteja a correr bem, é uma grande mulher e uma mãe desvelada....que tenha todo o sossego e inspiração nestes dias para poder terminar o seu trabalho, que já dura há cinco anos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


Comemora-se hoje. Todos sabemos. É um daqueles dias luminosos em que nos passam pelos olhos imagens de crianças a sorrir, felizes, bibes e chapéus coloridos, o tagarelar e o cantar despreocupados. Comparamo-las aos passarinhos que aqui na minha rua se ouvem a toda a hora. Mas também nos chegam outras imagens bem mais soturnas de crianças soldados, crianças a trabalhar debaixo de sol escaldante ou em fábricas de tapetes com temperaturas impiedosas e olhos do tamanho do mundo.
As crianças são a alegria das famílias, nunca me lembro de não ter crianças por perto, os meus filhos, amigos deles, crianças do infantário da minha escola, sobrinhos, etc. Sempre achei que eram muito especiais, inteligentes, sensíveis, espontâneas e desarmantes.
Os meus netos são muito diferentes e cada um deles tem uma personalidade muito própria. Felizmente podem expressar os seus sentimentos e qualidades em campos tão diversos como a música, os trabalhos manuais, o desporto, o ballet ou o piano. Os pais defendem-nos
de alguns vícios da era actual como a TV ou hábitos perniciosos de deitar tarde ou ver filmes violentos e telenovelas. Mas eles vingam-se, quando vão a casa dos avós, exigem ver o Canal Panda, sem o qual as visitas não são tão saborosas...:)
Vivi numa família cheia de crianças, éramos oito filhos. Lembro-me de ter de partilhar tudo com os meus irmãos, até os bolos ao domingo, livros, vestidos, festas, etc. Nada era muito privado, todos sabíamos tudo acerca dos outros e cada uma das nossas acções assumia importância para o colectivo.
Lembro-me de ir à praia, de andar por Sintra, visitar famílias amigas dos meus pais, ir à Missa aos Jerónimos, rituais que perduraram durante anos. Só na adolescência, começávamos a indagar se os Pais tinham sempre razão e se não haveria outros caminhos a desbravar. Era apenas uma tentativa tímida, pois os tempos eram outros e os adolescentes não tinham tanta liberdade.

Hoje resolvi voltar à poesia da minha amiga Regina, especial para crianças:

Perguntaram à Maria

o que era a poesia

e a Maria respondeu:

É saber olhar o Céu,

ouvir as ondas do mar,

e sentir a maresia,

as aves a chilrear,

desde que o sol se levanta,

deixar a areia escapar

por entre os dedos da mão,

é saber ouvir o vento

que traz sempre uma mensagem

quando chega de viagem.

É acarinhar a terra,

cada animal, cada planta,

cada pedra, cada rio.

É cantar ao desafio com o melro,

o gavião, e também a cotovia,

o pardal , o rouxinol.

É saudar o arco-írisnum dia de chuva e sol

In Ciência para meninos em poemas pequeninos

FELIZ DIA PARA TODAS AS CRIANÇAS DO MUNDO!

domingo, 28 de novembro de 2010

Concerto de Natal - Pauta

Já falei aqui da Escola Pauta, academia de música que aplica o método Suzuki para a aprendizagem do violino, viola clássica ou violoncelo, desde a mais tenra idade.
Os meus netos tocam violino e violoncelo ( o instrumento é quase maior que o artista que tem apenas cinco anos).
Hoje houve uma audição a solo de dezanove alunos no auditório do ISEP.
Cada um tocou uma peça, do mais elementar ao mais complexo, como um concerto de Vivaldi, tocado com virtuosidade por uma menina ainda. Os meus netos tocaram " O Balão do João" ( de autor desconhecido?!) e a "Gavotte"in D de Bach.
A simplicidade com que decorreu o evento, finalizado com uma ceiazinha confeccionada pelos pais das crianças, foi a nota principal.
As crianças que, no palco apresentam uma postura impecável, vestidos de igual, rapazes e meninas, respectivamente, cá fora, revelam-se como são na realidade, brincalhões, comilões ou hiperactivos. Tudo com ordem e bom ambiente, sem gritos, nem choros mas com imensa naturalidade, sem sofisticações.
Como Avó, estou muito orgulhosa dos meus netos e seus pais, pois isto representa um enorme sacrifício, disponibilidade, empenho e entusiasmo.

Vai aqui um video do Concerto da Casa da Música em Maio deste ano:

sábado, 13 de novembro de 2010

Hoje

Faz o meu filho mais novo 30 anos.

É só mais um dia do calendário, mas para mim significa muito mais do que isso. É um envelhecer maior, é o fim duma etapa, é o realizar duma tarefa iniciada quando tive o meu primeiro rebento. Ter filhos é a missão mais difícil que se pode exercer por vontade própria, por que se quer muito, porque nos enche, porque a vida parece não ter significado sem esse desafio. Educar é uma tarefa inacabada e nunca totalmente conseguida.

É claro que se pode viver sem filhos e realizar muitas tarefas nobres, não estou aqui a desmerecer as mulheres que decidem não os ter ou não os podem ter. Estão no seu direito.

Mas ter filhos é uma enorme responsabilidade. Ao olhar para os meus, custa-me a acreditar que já se passaram tantos anos e que tanto da minha vida teve a ver com eles e com a busca da sua felicidade. Ainda não acabou, não acabará nunca, mas completar trinta anos pressupôe a entrada numa fase ainda mais adulta, em que as mães já não são tão necessárias e devem mesmo afastar-se.
O que tenho em mente é viver a minha vida, cada vez mais independente de cada um dos meus filhos, para que eles possam respirar, voar, ser livres.

Não é, afinal, para isso que os educamos?

Fica aqui uma das canções preferidas do meu filho: