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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Memórias do Yorkshire

O Yorkshire é uma região ao norte de Inglaterra, onde a Natureza se torna especialmente magnética, por um conjunto de factores que serão talvez o tempo atmosférico extremamente variável, o carácter agreste ou meigo da paisagem e ainda as memórias imortalizadas nas obras de romancistas, poetas, pintores ou fotógrafos que ali nasceram ou por ali andaram.
Quem leu os clássicos ingleses como as irmãs Brontés ou Jane Austen, quem viu filmes ou séries de época (costume dramas) da BBC ou da ITV, quem leu poetas como Ted Hughes ou admirou as telas de David Hockney reconhece uma região, uma atmosfera, uma simbiose de cores e de céus que apaixonam qualquer amante da Natureza pura e sublime.
As melhores fotografias que tirei do Yorkshire foram ainda em formato analógico e estão num album, não as tenho no computador daí não as pôr aqui.

Hoje fiz mais um quadrinho de memória, enquanto sonhava em ter um carro e poder percorrer todas aquelas vilas e aldeias, montes e vales um dia antes de morrer. Infelizmente, não conduzo, mas pinto.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Pelos montes e vales


Ás vezes, a pintura leva-nos por caminhos diferentes. Muitos pintores saíam para o campo para pintar, os impressionistas escolhiam os locais para se inspirarem. Não saio de casa para pintar, mas procuro evadir-me virtualmente e consigo fazer algo diferente daquilo que vejo da minha janela.

Hoje fiz estes dois quadrinhos com telas compradas numa loja de chineses. São quase aguarelas....

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Hoje pintei



(clicar)


Inspirada pelas paisagens maravilhosas que vi do comboio em Inglaterra, apeteceu-me pintar mais uma paisagem. Fi-lo ao som de Bach, que tocava em alto som na minha sala, ao lado da cozinha, onde pinto. Deixo-vos com essa maravilhosa peça.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lavender


A minha Avó gostava muito de alfazema, assim como a minha sogra, que a cultivava no seu quintal. Desde miúda habituei-me a ver fotos de campos de alfazema, nos livros ingleses e em calendários, em pinturas impressionistas, em embalagens de sabonetes ou anúncios de colónias. É um cheiro intenso, mas agradável, que nos fica na memória, mesmo quando já nada temos em casa com esse odor.

Há anos comprei em Leeds um calendário, cujas páginas eram todas elas campos de alfazemas. Separei as folhas, cortei-as e colei-as com blu tack no meu quarto de banho. Ficou lindo...agora como tenho paredes em mármore rosa ( de que não gosto muito), já não posso fazer isso, ficaria piroso e destoaria muito em estilo.

Hoje resolvi pintar e encontrei uma foto linda no site one.exposure de que já falei aqui. Não ficou nada parecido, fi-la com pasteis de óleo, de que já está estou destreinada, ultimamente não tenho gostado de nada do que faço.

Este ficou razoável, embora, provavelmente, vá para a capa dos muitos que já fiz e não ficaram para a história :))

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Pinturas bucólicas

De vez em quando apetece-me pintar quadrinhos daqueles que cabem em qualquer sítio e nos lembram aquilo que não temos nas grandes cidades : o campo, com horizontes, erva, pedras, árvores e céu, muito céu. Já fiz alguns.

Ontem terminei este. Não é nada de especial, mas sinto-me bem quando olho para est paisagem de longe.



Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Daffodils



Em Inglaterra encontram-se por toda a parte, enchem os campos com a sua leveza e cor dourada. São flores singelas, muito belas, que mereceram da parte dos poetas ingleses grande enlevo.

Vão aqui uma foto tirada há dias no Hyde Park de Leeds e um dos poemas mais conhecidos de William Wordsworth, o poeta romântico do Lake District. Quem o recita é um dos meus actores ingleses favoritos, Jeremy Irons




"Daffodils" (1804)


I WANDER'D lonely as a cloud
That floats on high o'er vales and hills,
When all at once I saw a crowd,
A host, of golden daffodils;
Beside the lake, beneath the trees,
Fluttering and dancing in the breeze.

Continuous as the stars that shine
And twinkle on the Milky Way,
They stretch'd in never-ending line
Along the margin of a bay:
Ten thousand saw I at a glance,
Tossing their heads in sprightly dance.

The waves beside them danced; but they
Out-did the sparkling waves in glee:
A poet could not but be gay,
In such a jocund company:
I gazed -- and gazed -- but little thought
What wealth the show to me had brought:

For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.

By William Wordsworth (1770-1850).

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ribatejo



Ontem fui a Lisboa de comboio. Saí pelas 7.45 e voltei pelas 19.09. Foram 12 horas na capital ou no caminho. Estar lá não foi muito divertido, dadas as circunstâncias: consulta dentária complicada - mas aproveitei para tirar umas fotos giras do comboio e da Clínica, do 13º andar num prédio moderno nas avenidas novas ao pé do Hospital de Santa Maria.
Tantas vezes fui a esse hospital ter com o meu Pai, depois das aulas na FLUL, que me parece ser a casa de alguém conhecido. Vê-lo todo assim do "ar" é espantoso. Tantas histórias da família que este estabelecimento encerra, dava para escrever muitos livros.

Vão aqui fotos das cheias no Ribatejo






sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Guaches

Hoje esteve cá uma irmã minha que vive em Lisboa. Tinha visto os meus quadros na expo do ESCA - onde ela tem o seu consultório de pediatria - e não se tinha mostrado muito interessada, aparentemente, pelos quadros. Explicou-me que os achava demasiado grandes e, penso eu, um pouco escuros.
Hoje mostrei-lhe uma panóplia de pinturas que tenho feito desde o início da actividade. Estão guardados numa pasta e são mais de 40.
Ela simpatizou muito com os guaches e escolheu dois. Também gosto deles. São mais suaves do que os acrílicos, embora não tenham brilho. Fiz alguns em dada altura e depois deixei de fazer, mas vou retomar.

Eis os guaches que ela escolheu:




É sempre encorajante ver o interesse que as nossas obras despertam nos outros. Além do mais, é o que mais gosto: oferecer aquilo que fiz com entusiasmo e emoção.