Já me estou a habituar a dormir em duas fases....das 3 as 7 e depois das 8 as 11. Nunca consigo estar oito horas seguidas na cama, sofro de insónia permanente.
A manhã está luminosa, clara, as árvores cada vez mais cheias, parece que nunca perderam a folha, os áceres rendilhados em fundo azul quedam-se impávidos perante a poluição dos autocarros, que continuam a deslizar rua abaixo a grande velocidade. Estes são movidos a gaz natural, talvez não poluam tanto, a verdade é que as folhas continuam a brotar todos os anos, como se a natureza tivesse uma força sobrenatural a explodir dentro dela.
Se fosse uma pessoa com coragem, saía agora e ia passear para as margens do Douro. É uma das coisas que mais gostaria de fazer,ver o nascer do sol no rio, tirar fotos; é dos cenários mais lindos aqui do Porto. Mas não, levantei-me durante demasiados anos às 7 - desde os meus 10 anos até aos 60 non-stop - e cansei-me. Já só quero sopas e descanso...dormir...sem obrigações...e música...
Aqui fica mais uma bela peça sacra: Stabat Mater de Vivaldi. Penso nas mães que vêem os filhos a sofrer. Deve ser a experiência mais dolorosa que alguém jamais viveu. Estou com elas, enquanto oiço esta música maravilhosa.
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quarta-feira, 4 de abril de 2012
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Mudanças II
Hoje já trabalhei mas um pouco no apartamento que vai ser para o meu filho. Ele foi lá ter, mas estávamos duas pessoas á espera dos homens da água, não valia a pena, mandei-o tratar de coisas que ele tem para fazer.
Antes de a água aparecer estive a pendurar cabides- mais de 30 - que os meus inquilinos ingleses do erasmus em tempos me tinham deixado na garagem, limpei-os com um pano, sem água, e os armários ficaram com bom aspecto. Gosto de ver camisas penduradas e não dobradas, sem vincos. Depois, a água apareceu - uns homens mal encarados deram tres murros na porta e disseram que faltava tubo, que era uma chatice, não sabiam se podiam deixar aquilo pronto...mas finalmente conseguiram arranjá-lo -" Desta vez você teve sorte", disseram à guisa de despedida e ameaça ao entrar no elevador ( são isto funcionários públicos com direito à saúde, habitação, educação (que é dela???) pagos por mim e outros quejandos?) Que gente ordinária e desagradável! Ganharão assim tão pouco?
Que bom, ter água....como sentimos a sua falta quando não a temos! Apetece abrir as torneiras todas só para ouvir o barulho da água a cair....
Já deu para fazer uma limpeza rápida às casas de banho, caldeira, estendal, fogão, etc. Estava tudo bastante bem, mas o pó é sempre infernal nesta cidade....estive depois a tirar os forros de todas as almofadas dos sofás para lavar aqui em casa, têm manchas de humidade por terem estado guardadas na garagem sem plásticos a protegê-las- mea culpa. Comprei estes sofás para os estudantes ingleses, que me suplicaram comprasse algo barato, pois eles não tinham dinheiro para renda e mobília e eles ali estão a fazer um vistaço....no fim, os meus amigos ingleses ainda me deixaram umas coisas deles, tapetes rústicos, cabides, copos, um estendal, etc. Foi uma troca simpática...e eles eram correctíssimos, bem mais cuidadosos do que um casal a quem arrendei a casa em 2010 por sete meses e que, como disse, esburacaram a parede toda e fizeram mais alguns estragos, que não repararam. Gente fina é assim....
Por fim vim para casa satisfeita, o sol entrava pelas janelas a jorros - a casa é toda virada a poente, quartos e sala, só apetecia ajoelhar-me a agradecer aos deuses por ter aquela visão da cidade soalheira em mês de Agosto.
Antes de a água aparecer estive a pendurar cabides- mais de 30 - que os meus inquilinos ingleses do erasmus em tempos me tinham deixado na garagem, limpei-os com um pano, sem água, e os armários ficaram com bom aspecto. Gosto de ver camisas penduradas e não dobradas, sem vincos. Depois, a água apareceu - uns homens mal encarados deram tres murros na porta e disseram que faltava tubo, que era uma chatice, não sabiam se podiam deixar aquilo pronto...mas finalmente conseguiram arranjá-lo -" Desta vez você teve sorte", disseram à guisa de despedida e ameaça ao entrar no elevador ( são isto funcionários públicos com direito à saúde, habitação, educação (que é dela???) pagos por mim e outros quejandos?) Que gente ordinária e desagradável! Ganharão assim tão pouco?
Que bom, ter água....como sentimos a sua falta quando não a temos! Apetece abrir as torneiras todas só para ouvir o barulho da água a cair....
Já deu para fazer uma limpeza rápida às casas de banho, caldeira, estendal, fogão, etc. Estava tudo bastante bem, mas o pó é sempre infernal nesta cidade....estive depois a tirar os forros de todas as almofadas dos sofás para lavar aqui em casa, têm manchas de humidade por terem estado guardadas na garagem sem plásticos a protegê-las- mea culpa. Comprei estes sofás para os estudantes ingleses, que me suplicaram comprasse algo barato, pois eles não tinham dinheiro para renda e mobília e eles ali estão a fazer um vistaço....no fim, os meus amigos ingleses ainda me deixaram umas coisas deles, tapetes rústicos, cabides, copos, um estendal, etc. Foi uma troca simpática...e eles eram correctíssimos, bem mais cuidadosos do que um casal a quem arrendei a casa em 2010 por sete meses e que, como disse, esburacaram a parede toda e fizeram mais alguns estragos, que não repararam. Gente fina é assim....
Por fim vim para casa satisfeita, o sol entrava pelas janelas a jorros - a casa é toda virada a poente, quartos e sala, só apetecia ajoelhar-me a agradecer aos deuses por ter aquela visão da cidade soalheira em mês de Agosto.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
O sol
O sol é-me necessário como pão para a boca....ou melhor ainda mais do que o pão, pois em geral, como pouco pão no dia a dia e a ausência de sol causa-me depressão, fico triste e desinspirada.
Felizmente tenho uma sala que recebe sol desde as 10 da manhã até as 5 da tarde no inverno. No verão, como o sol é alto, praticamente só ilumina a sala por duas horas, o que é bom para não aquecer demais.
Estes dias de sol são maravilhosos, para mim, é o melhor que o nosso país tem e muitas vezes não sabemos apreciar. Acho que nestes dias, devíamos levar as crianças todas para a praia e cantar um hino ao sol em liberdade. É um crime ter as crianças fechadas numa escola durante oito horas, quando o sol resplandece sobre nós.
Nunca fui capaz de o pintar, mas gosto de algumas pinturas que tentam dar uma imagem do astro-rei.
Eis aqui algumas que encontrei na web:

Bursting sun
Jaison Cianelli



Pollard Willow with Setting Sun
Van Gogh
Para finalizar, vou colocar aqui uma das canções que mais me faz/fez vibrar desde os meus vinte anos quando vi o musical Hair pela primeira vez em Londres. Usei-o muitas vezes nas aulas e os meus alunos ficavam emocionados com as vozes e a letra da canção. Ainda hoje me vêm as lágrimas aos olhos ao ouvi-la.
LET THE SUNSHINE IN
We starve, look at one another, short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes
Somewhere, inside something there is a rush of
Greatness, who knows what stands in front of
Our lives, I fashion my future on films in space
Silence tells me secretly
Everything
Everything
Manchester, England, England
Manchester, England, England
Across the Atlantic Sea
And I'm a genius, genius
I believe in God
And I believe that God believes in Claude
That's me, that's me, that's me
We starve, look at one another, short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes
Singing our space songs on a spider web sitar
Life is around you and in you
Except for Timothy Leary, dearie
Let the sunshine, let the sunshine in
Hair
Felizmente tenho uma sala que recebe sol desde as 10 da manhã até as 5 da tarde no inverno. No verão, como o sol é alto, praticamente só ilumina a sala por duas horas, o que é bom para não aquecer demais.
Estes dias de sol são maravilhosos, para mim, é o melhor que o nosso país tem e muitas vezes não sabemos apreciar. Acho que nestes dias, devíamos levar as crianças todas para a praia e cantar um hino ao sol em liberdade. É um crime ter as crianças fechadas numa escola durante oito horas, quando o sol resplandece sobre nós.
Nunca fui capaz de o pintar, mas gosto de algumas pinturas que tentam dar uma imagem do astro-rei.
Eis aqui algumas que encontrei na web:

Bursting sun
Jaison Cianelli



Pollard Willow with Setting Sun
Van Gogh
Para finalizar, vou colocar aqui uma das canções que mais me faz/fez vibrar desde os meus vinte anos quando vi o musical Hair pela primeira vez em Londres. Usei-o muitas vezes nas aulas e os meus alunos ficavam emocionados com as vozes e a letra da canção. Ainda hoje me vêm as lágrimas aos olhos ao ouvi-la.
LET THE SUNSHINE IN
We starve, look at one another, short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes
Somewhere, inside something there is a rush of
Greatness, who knows what stands in front of
Our lives, I fashion my future on films in space
Silence tells me secretly
Everything
Everything
Manchester, England, England
Manchester, England, England
Across the Atlantic Sea
And I'm a genius, genius
I believe in God
And I believe that God believes in Claude
That's me, that's me, that's me
We starve, look at one another, short of breath
Walking proudly in our winter coats
Wearing smells from laboratories
Facing a dying nation of moving paper fantasy
Listening for the new told lies
With supreme visions of lonely tunes
Singing our space songs on a spider web sitar
Life is around you and in you
Except for Timothy Leary, dearie
Let the sunshine, let the sunshine in
Hair
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Tarde de feriado na Foz
Depois de passar um dia na cidade antiga, apeteceu-me ir até ao mar....como si fuera esta tarde la ultima vez:)). Sentia uma vontade entranhada de estar à beirinha das ondas. Não passei da esplanada, no entanto, pois a areia estava muito molhada e os meus sapatos enterram-se. A areia da Foz é grossa como nunca vi noutras praias, os grãos são pedrinhas pequeninas, não tão minusculas como em Matosinhos ou Leça. É uma areia linda, sobretudo quando está limpinha como hoje estava.
As pessoas só apareceram a partir das 3 e eu cheguei lá pela 1.30. Era uma calmaria, não havia nuvens, só pedacinhos que de vez em quando encobriam o sol e mudavam a cor do mar resplandecente, como se pode ver nas fotos. Tudo parecia prateado. 
Crianças subiam aos rochedos com ousadia e mesmo algum risco, mas os pais não ligavam, e eles faziam o que queriam.
Ouvi música durante algum tempo, fechei os olhos, não sei se dormitei, sei que me senti feliz...feliz...
Falei com a minha filha pelo telefone. Estava na biblioteca a estudar, mas disse-me baixinho que em Leeds não pára de nevar desde há uma semana. Oxalá se mantenha até eu ir....adorava voltar a ver neve em quantidade, ir até parque ou a York, que é um postal ilustrado com neve. Falar com ela deu-me paz...é doce a minha filha.
Como sempre voltei de autocarro. Só velhos....bem mais idosos do que eu...com aspecto de quem vai apanhar um pouquinho de sol, mas nem tem dinheiro para ir a uma esplanada. Sorriem, conhecem-se de muitos e muitos domingos a apanhar o 204 naquela paragem da Rua do Farol. Lembrei-me dos versos de Jacques Brel da canção "Les Vieux":Les vieux ne meurent pas, ils s'endorment un jour et dorment trop longtemps. Ils se tiennent la main, ils ont peur de se perdre et se perdent pourtant.
Crianças subiam aos rochedos com ousadia e mesmo algum risco, mas os pais não ligavam, e eles faziam o que queriam.
Ouvi música durante algum tempo, fechei os olhos, não sei se dormitei, sei que me senti feliz...feliz...
Falei com a minha filha pelo telefone. Estava na biblioteca a estudar, mas disse-me baixinho que em Leeds não pára de nevar desde há uma semana. Oxalá se mantenha até eu ir....adorava voltar a ver neve em quantidade, ir até parque ou a York, que é um postal ilustrado com neve. Falar com ela deu-me paz...é doce a minha filha.
Como sempre voltei de autocarro. Só velhos....bem mais idosos do que eu...com aspecto de quem vai apanhar um pouquinho de sol, mas nem tem dinheiro para ir a uma esplanada. Sorriem, conhecem-se de muitos e muitos domingos a apanhar o 204 naquela paragem da Rua do Farol. Lembrei-me dos versos de Jacques Brel da canção "Les Vieux":Les vieux ne meurent pas, ils s'endorment un jour et dorment trop longtemps. Ils se tiennent la main, ils ont peur de se perdre et se perdent pourtant.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
O verão na minha rua
Sentada no sofá da minha sala, contemplo as árvores - mais de dez espécies diferentes - que se vêem daqui da janela e que me envolvem no seu manto verde quase amazónico. Ontem chuviscou um pouquinho à noite e foi o bastante para toda esta verdura resplandecer, livre dos pós e poluição do Campo Alegre, povoado de carros, autocarros e motociclos de manhã à noite.A esta hora o folhedo agita-se levemente com a nortada fresca e os cambiantes de cor vão mudando, mostrando as várias realidades que cada planta é em si mesma ( ver artigo sobre Física Quântica da minha amiga Regina no seu blogue).
É a chamada hora de ponta, a que os ingleses chamam rush hour, excitante para quem a observa da varanda, mas não para quem se enreda em filas intermináveis de veículos, ansiando por chegar a casa.
Não trocava esta localização por outra aqui perto. Gosto de sentir o pulsar da cidade.
Gosto desta sensação de que há vida para lá do meu pequeno círculo e mergulho em conjecturas sobre quem serão estas pessoas, donde vêm , para onde irão.Nunca saberei.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
A natureza em mutação
É curioso como esta paisagem aqui da prainha em frente da nossa casa se transforma de ano para ano....o mar, senhor disto tudo traz e leva areia, cobre e descobre as rochas, transforma-as em viveiros de mexilhões, arranca pedaços, esconde outros bem visíveis,molda as mais ponteagudas, aguça outras bem polidas; num inverno de temporais e suestes ( vento que torna este mar pacífico numa fúria de quando em quando), o mar vai esculpindo esta costa à sua maneira, sem olhar a meios e sem se preocupar minimamente com o que pensam os mortais, aqueles que querem gozar duma natureza imutável ou tirar partido de localizações demasiado arriscadas.
Estas casas, construídas em 1965, ficavam já bastante perto do mar,
Hoje já com mais de 60 tenho dificuldade em me movimentar daqui para o mar , faço-o , mas com algum receio de cair ou de me magoar ao descer as rochas.. Mas como há uma praia bem maior a 10m a pé daqui de casa, é só andar um pouco mais e aí não corro qualquer perigo.
Esta vista daqui é indescritível....tanto mar, tão azul, tão igual todos os anos, tão poderoso e tão cheio das nossas histórias. Hier encore j'avais 20 ans, canta o Charles Aznavour.

O hibisco , a flor mais bonita que aqui floresce
Fico sempre nostálgica quando aqui estou...
Que é dos meus Pais que tanto entusiasmo tinham por este lar, que compraram todas as peças

Quadro feito de um lenço de seda que ofereceram à minha Mãe
que ainda hoje estão nas paredes ao fim de tantos anos, que é feito dos risos, dos churrascos, dos amigos estrangeiros dos meus filhos, das guitarradas, das noites na praia com cobertores e a ver as estrelas, que é dos meus filhos, a crescerem aqui felizes, cheios de amigos, fazendo cinema com a minha câmara Sony, entrevistas e até uma longa metragem chamado LULA 5 1/4? Era um relato sobre um mafioso chamado Giovanni, que lutava contra um russo apelidado de Luisov. Havia uma Virginia Wolf que morria logo no primeiro episódio:((( E ainda o José, menino queque da praia da Luz, que andava munido dum facalhão da cozinha, extremamamente sonso!! E duas misses inglesas, que ficavam histéricas e davam murros na mesa!! Bons tempos....mas é grato recordar.
Fortaleza que dantes parecia abandonada e agora é um restaurante de luxo
Tenho de ir para a praia, são boas horas de experimentar a água gélida....a minha filha já foi há um pedaço...o sol está ferver e convida a um banho.Até logo!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
The Trees

Há uns anos quando estava a compilar canções para o manual do 11º ano - o tema era environment e havia inúmeras canções lindissimas de cantores anglo-saxónicos muito conhecidos. Encontrei um mais rebelde, chamado Trees, duma banda Rush, que não conhecia. Do que gostei foi da letra da canção, que era genial e que vou tentar traduzir dum modo informal. Ainda hoje estive no botanico, e o sol espreitava do alto das árvores sem folhas, silhuetas negras no meio dum jardim de camélias.
A ideia da letra da canção é esta:
Há sarilhos na floresta, há problemas com as árvores : os áceres querem mais luz do sol e os carvalhos ignoram o seu pedido. O problema dos áceres - e eles estão convencidos de que têm razão -é que os carvalhos são muito farfalhudos e roubam a luz toda ; mas os carvalhos, que não conseguem conter os seus sentimentos e o modo como foram criados, perguntam-se porque é que os áceres não se contentam e não são felizes com a sua sombra.
Há sarilhos na floresta e os animais fugiram todos, os áceres gritam Opressão e os carvalhos só sacodem a cabeça.
Os áceres formaram um sindicato e exigiram direitos iguais: os carvalhos são demasiado ambiciosos e nós vamos obrigá-los a dar-nos luz.
Acabou-se a opressão, pois redigiram-se nobres leis. Doravante as árvores vão ser todas iguais, quer seja a machado, a cutelo ou a serrote.
Na canção tudo rima, o que a torna hilariante.Preparem-se para o rock!
TREES
There is unrest in the forest,
There is trouble with the trees,
For the maples want more sunlight
And the oaks ignore their pleas.
The trouble with the maples,
(And they're quite convinced they're right)
They say the oaks are just too lofty
And they grab up all the light.
But the oaks can't help their feelings
If they like the way they're made.
And they wonder why the maples
Can't be happy in their shade.
There is trouble in the forest,
And the creatures all have fled,
As the maples scream "Oppression!"
And the oaks just shake their heads
So the maples formed a union
And demanded equal rights.
"The oaks are just too greedy;
We will make them give us light."
Now there's no more oak oppression,
For they passed a noble law,
And the trees are all kept equal
By hatchet, axe, and saw.
Li mais tarde que o carvalho é o símbolo da Inglaterra e o ácer o símbolo do Canadá, aquela folha que se vê nas bandeiras. Daí a opressão e o desejo de independência dos segundos em relação aos primeiros. Interessante!!
sábado, 28 de novembro de 2009
OVER THE RAINBOW

Hoje vi um arco-íris da janela do meu quarto. Já há muito que não via nenhum e foi uma alegria quando abri as persianas e deparei com este espectáculo. Fui logo buscar a minha máquina "para mais tarde recordar". Telefonei aos meus netos, que moram no prédio ao lado, e eles também estavam a vê-lo com a Mãe.
Passado algum tempo, fui a casa deles e o mais pequeno disse: Anda Avó, vamos ver o arco íris! Mas as nuvens tinham-se adensado e a miragem tinha desaparecido. O mais velho então explicou ao irmão: "Sabes, é preciso haver sol e chuva ao mesmo tempo!". A Física explica tudo. As Mães também.
E porque andamos numa de Poesia - e não só - vai aqui um poema brasileiro ( só podia) ao arco-íris.
ARCO ÍRIS
Choveu tanto esta tarde
Que as árvores estão pingando de contentes.
As crianças pobres, em grande alarde,
Molham os pés nas poças reluzentes.
A alegria da luz ainda não veio toda.
Mas há raios de sol brincando nos rosais.
As crianças cantam fazendo roda,
Fazendo roda como os tangarás:
"Chuva com sol!
Casa a raposa com o rouxinol."
De repente, no céu, desfraldado em bandeira,
Quase ao alcance da nossa mão,
O Arco-da-Velha abre na tarde brasileira
A cauda policroma de pavão.
Olegário Mariano, Canto da Minha Terra,
Pimenta de Melo, 1930
( in Praça da Poesia, blogspot)
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Ontem pintei
Foi uma das poucas vezes em que me sentei ao ar livre a pintar. No Porto não me ocorre levar comigo os pinceis ou os pasteis ou aguarelas quando vou passear. Fi-lo no início, quando ainda andava a experimentar sensações, fui para a Foz, para a Praia da Luz - já é obsessão este nome - e entretive-me durante duas horas na esplanada a aguarelar. Por acaso até gosto daquelas aguarelas - paisagens inglesas - mas não gosto muito do material, exige muita paciência e jeito...
Doutra vez foi na Praia dos Ingleses, levei os pasteis e estive parte da tarde a pintar um abstracto, mas depois não gostei muito dele...e deu-me trabalho porque o vento fazia voar o papel.
Da terceira vez, já levei molas da roupa para o segurar e estive duas horas a tentar fazer um rochedo das mais variadas cores, que fica mesmo em frente da esplanada e no qual as ondas batem fortes nos dias de maior temporal. Ficou giro.

Aqui na minha Luz, pintei no ano passado vários quadros e não gosto muito deles...um é a clássica vista da praia, com a Rocha Negra recortada no horizonte.
Este ano, esmerei-me...mas infelizmente não posso agora fazer o upload das fotos porque estou num cybercafé e o tempo é pouco...nem se pode ligar a máquina, creio eu. Depois de amanhã já parto para outra, ou volto à mesma :). E terei o prazer de colocar aqui essas "obras de arte", assim como fotos inéditas desta vila. Setembro é o mês da Senhora da Luz, padroeira da vila, daí haver festividades, fogo de artifício na Fortaleza, farturas (:))).
Tive a sorte de apanhar luar todos os dias, desde que chegámos...não é tão belo quanto o de Agosto, mas a suavidade com que se reflecte no mar compensa.
Nos quatro primeiros dias, o mar estava quente e transparente, lindo...agora veio o sueste ( há quem lhe chame Suão) e de repente virou ondulado, cheio de algas bem cheirosas, ensurdecedor a bater nas rochas e aliciante para os jovens como eu que gostam de furar as ondas e de ir parar a léguas de distãncia... À noite fico esquecida lá fora no jardim ou nas rochas a olhar para o mar hipnotizada e hoje até dormi com a janela toda aberta para sentir o cheiro e ouvir o estrépito das ondas. Está calor, mas a brisa é marítima, o que eu adoro...
Isto é o que conheço mais próximo da Felicidade e sinto-me privilegiada e comovida.
Até breve!
Doutra vez foi na Praia dos Ingleses, levei os pasteis e estive parte da tarde a pintar um abstracto, mas depois não gostei muito dele...e deu-me trabalho porque o vento fazia voar o papel.
Da terceira vez, já levei molas da roupa para o segurar e estive duas horas a tentar fazer um rochedo das mais variadas cores, que fica mesmo em frente da esplanada e no qual as ondas batem fortes nos dias de maior temporal. Ficou giro.

Aqui na minha Luz, pintei no ano passado vários quadros e não gosto muito deles...um é a clássica vista da praia, com a Rocha Negra recortada no horizonte.
Este ano, esmerei-me...mas infelizmente não posso agora fazer o upload das fotos porque estou num cybercafé e o tempo é pouco...nem se pode ligar a máquina, creio eu. Depois de amanhã já parto para outra, ou volto à mesma :). E terei o prazer de colocar aqui essas "obras de arte", assim como fotos inéditas desta vila. Setembro é o mês da Senhora da Luz, padroeira da vila, daí haver festividades, fogo de artifício na Fortaleza, farturas (:))).
Tive a sorte de apanhar luar todos os dias, desde que chegámos...não é tão belo quanto o de Agosto, mas a suavidade com que se reflecte no mar compensa.
Nos quatro primeiros dias, o mar estava quente e transparente, lindo...agora veio o sueste ( há quem lhe chame Suão) e de repente virou ondulado, cheio de algas bem cheirosas, ensurdecedor a bater nas rochas e aliciante para os jovens como eu que gostam de furar as ondas e de ir parar a léguas de distãncia... À noite fico esquecida lá fora no jardim ou nas rochas a olhar para o mar hipnotizada e hoje até dormi com a janela toda aberta para sentir o cheiro e ouvir o estrépito das ondas. Está calor, mas a brisa é marítima, o que eu adoro...
Isto é o que conheço mais próximo da Felicidade e sinto-me privilegiada e comovida.
Até breve!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Colagens de fotografias

Há pouco ao ver uns quadros do David Hockney - um dia destes ponho uma entrada sobre ele no blogue - lembrei-me de fazer uma colagem mais complicada dum local maravilhoso onde passei oito dias este ano. O resultado foi este. Usei o Picasa 3, que para mim, é o mais simples e convidativo. Já tenho o Photopaint, mas acho-o bem mais complexo, ainda que eficaz em muitos aspectos.
As fotos foram escolhidas um pouco ao acaso. Pode-se fazer cortes, o que talvez torne a colagem mais artística. Não fiz, as fotos foram tal qual para o tabuleiro e depois foi só dispô-las por arrastamento no sitio onde queria. Experimentem que vale a pena.
E cliquem nesta para ver cada foto com mais destaque.
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